Como é o mercado de dados para o Marketing Digital?

Segundo a Glassdor, uma das profissões que mais absorve profissionais, para empresas como o Nubank, tem mais vagas do que pessoas capacitadas para assumir postos de trabalho.

À medida que as empresas migram para o digital, criando sua presença em sites, blogs, Redes Sociais, e-commerces e integrando o funil de vendas ao CRM, mais se torna necessária a presença de um profissional que dê conta de absorver, ler, refletir e interpretar toda essa gama de dados; a fim de entender o comportamento do usuário, e a sua jornada de compras no ambiente online.

Hoje, no mercado de dados, segundo a Glassdor, uma das maiores recrutadoras do mundo, existem mais vagas do que profissionais plenamente capacitados nessa área. E por isso, a #SocialBrain, convidou dois especialistas do mercado de dados para falar um pouco mais sobre suas experiências no ramo, e dar recomendações para quem deseja ingressar na área, respondendo algumas dúvidas para quem quer investir e começar na carreira de profissional de dados.

André Araújo, professor e Renan Caixeiro, CEO do software para Gerenciamento de dados, Reportei.

Quem é o profissional data driven?

É o profissional que tem um perfil orientado a dados. Ele reúne a ‘experimentação’ e o perfil observador de um cientista para ler um cenário, e validar hipóteses através de sua análise, afirma André. Já para Renan Caixeiro, é um profissional que sabe fazer perguntas, e que está atento aos objetivos de negócio de um cliente.

Por que as empresas precisam deles?

Porque são os profissionais que vão ajudar o desenvolvimento de sua empresa. Quem usufrui desse profissional tem uma visão mais assertiva de seus passos e resultados; tem melhor gerenciamento de uma campanha e um posicionamento mais analítico no mercado. Ser um profissional data-driven, promove mais planejamento, precisão, automação, qualidade e eficiência. André Araújo complementa que “As empresas precisam de profissionais de marketing e comunicação mais analíticos, conhecendo a fundo os dados que as marcas detêm e recebem diariamente. As organizações necessitam de profissionais que saibam analisar dados qualitativos e quantitativos do negócio e da concorrência para conseguir uma melhoria contínua da experiência online de clientes e potenciais clientes obtendo os resultados desejados (online e offline).”

Qual o perfil desse profissional? Ele precisa ser um cientista de dados, ou pode ser híbrido?

André afirma que o próprio uso de dados ainda é muito novo para as empresas, logo não há uma ‘forma exata’ para atuar. O importante é que a pessoa responsável entenda das ferramentas que vão se utilizadas para gerir o trabalho e que saiba fazer as perguntas certas para analisar as métricas de um negócio.

Um cientista de dados pode ser a solução porque tem um conhecimento mais técnico, de software, mas um profissional de dados com ênfase em Marketing, tem conhecimento na área e a visão do negócio, e também se encaixa no perfil da nova função. Recomenda-se que essa pessoa que deseja se encaixar na vaga não tenha medo errar e testar novas coisas, deve pegar aquele atributo do cientista de dados e realizar testes A/B, além de outras formas de experimentação.

Como apoiar as empresas nas tomadas de decisão com base em dados?

Você precisa conhecer o negócio em que vai atuar e daí tirar as perguntas-chave para a análise. André declara que primeiramente é necessário definir qual é a métrica que você deseja analisar, e depois avaliar se está falando com as pessoas certas, as que você precisa atingir para ‘comprar’ com você. Por último, perceber se elas estão entendendo o que você quer com elas. Pois, cada etapa dessas pode corresponder a uma métrica específica. O profissional vai pegar essa métrica e a transformará em KPI’s de acordo com o que a empresa precisa. Nesse momento, vale perguntar o que você deseja com essa análise, lembrar os conceitos simples de matemática e estatística, e analisar com as ferramentas que mais se encaixarem. Não adianta ter a melhor ferramenta do mundo, se você não souber como encaixá-la na análise do seu negócio. É como ter uma Ferrari, e não saber usar.

Como conciliar o uso de ferramentas (inteligência artificial) com a inteligência humana? E quais ferramentas esse profissional mais usa?

As ferramentas de inteligência artificial fazem todo o trabalho manual, extraindo os dados de todas os canais digitais, que antes o profissional levava horas para fazer. Mas, as métricas sozinhas não transcrevem nada. Como afirma André Araújo, “As ferramentas ajudam a ver “o que acontece”, mas é o profissional que irá descobrir “porque acontece”. A inteligência humana entra para entender do que o negócio precisa, quais perguntas preciso fazer para analisar os dados e construir cenários consistentes, acerca das vendas. E depois da extração e reunião dos dados feita pelas ferramentas, necessita de uma outra pessoa na ponta, que pilota esse processo, interpretando, entendendo, e sobretudo, refletindo o que pode ser tirado dali, e quais quais insights a jornada do consumidor dentro do site, blog ou Redes Sociais, podem gerar pro profissional de marketing, a ponto de auxiliar o negócio, concluiu Renan Caixeiro, do Reportei.

Atire a primeira pedra, quem nunca ficou horas olhando para uma tela de Google Analytics, tentando entender o comportamento de um usuário. E mais, ainda tentando montar um Relatório muito claro para um cliente para defender uma estratégia.

Tendo em mente os desafios, André Araújo e Renan Caixeiro, do Reportei, compartilharam conosco algumas dicas importantes:

  • Tenha um objetivo de negócio claro para eleger os KPIs mais importantes
  • Selecione as métricas mais relevantes para o negócio do seu cliente
  • Se o cenário muda rápido, acompanhe a mudança de cenário de acordo com as janelas de tempo que o negócio apresenta. Na crise do Covid-19, por exemplo, as métricas estão sendo revistadas semanalmente e diariamente.
  • Simplifique: olhe as métricas, separe as mais importantes e simplifique a análise para tornar mais fácil a leitura dos dados.

Se você gostou, e viu que não é impossível começar a mergulhar e entender o mundo das métricas e quer começar a se aprofundar nele, a #SocialBrain traz esse curso para equipes internas de empresas, startups, empreendedores, e profissionais em transição de carreira, que desejam se aprofundar em uma área do Marketing Digital, que está em alta no mercado.

As inscrições estão abertas para o curso de Web Analytics, as aulas serão ao vivo, e online, com muita troca e compartilhamento de dúvidas, e iniciam no próximo dia 07.04.

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